sábado, 27 de março de 2010

Antonio Cardoso: Emancipação desejada há séculos 1655-1963

Em 14/04/2010, o Município de Antonio Cardoso completa 47 anos de Independência.

Edição Concluída

A margem do rio denominado Paraguaçu favoreceu a penetração dos invasores europeus na região do sertão baiano por ter sua foz na Baía de Todos os Santos. Segundo alguns historiadores em 1504, os franceses já negociavam com os nativos da região do Paraguaçu. Os Portugueses reconheceram e começaram ocupar os Vales do Jacuípe e do Paraguaçu com as expedições Guarda Costa de Cristóvão Jacques em 1516 e 1526. Visava expulsar outros invasores europeus da região para garantir a expansão da ocupação portuguesa em direção ao oeste e o monopólio de Portugal na exploração das riquezas tomadas dos nativos.  Devido à facilidade de orientação e comunicação que os rios Jacuípe e Paraguaçu ofereciam as invasões no território eram freqüentes.
Em 1561, Vasco Rodrigues de Caldas subiu o Vale do Paraguaçu provavelmente chegando ao território do atual município na região que corresponde hoje às comunidades de Ilha e Queimadas e em 1588, o mesmo iniciou a guerra de tomadas das riquezas das tribos: Maracás, Tupinambás e Paiaiás. Esses conflitos entre nativos e estrangeiros ficaram conhecidos por Guerras do Paraguaçu e foram responsáveis pela eliminação de várias aldeias ribeirinhas dos nativos.
Com a criação da Sesmaria de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira no final do século XVII, os Vales do Jacuípe e do Paraguaçu ficaram sob sua administração. Veja na íntegra a transcrição do conteúdo da Carta da Sesmaria que relata sobre a região do atual município de Antonio Cardoso-ba, “terra por entre os dous Ryos Paraguassú e Jacoippe the suas nascenças” de João Lobo de Mesquita (Juiz do Senado da Câmara de Salvador, fazendeiro do Recôncavo e dominava a região),    havia ocupado através de assaltos e mortes em torno de 1635, vinte anos depois vendeu para João Peixoto Viegas, “ Certifico em cumprimento ao despacho retro que revendo o livro nº 257 de Provisões Reais, do período de mil seiscentos e cinqüenta e quatro (1654) a mil  seiscentos e sessenta e quatro (1664), nêle encontrei às fôlhas quarenta e sete (47) o registro da Carta de Sesmaria de João Peixoto Viegas, cujo teor é o seguinte: Registro de Outra Carta de Sesmaria de João Peixoto Viegas. Dom Jeronimo de Attayde Conde de Athoguia Faço saber aos que esta Carta de Sesmaria virem, que  João Peixoto me inviou areprezentar a petição cujo theor he o Seguinte/ Diz João Peixoto Viegas, que de cinco annos a esta parte tem povoado com quantidade de Gados,gente e Escravos, as terras que chamão  de Itapororocas e terra nova de Jacoipe nos Limittes da Cachoeira termo desta Cidade: as quaes elle Suplicante, houve por titullo de Compra de João Lobo de Mesquita estando despovoadas e inabitadas havia vinte annos pelos asaltos e mortes que nellas havia feito, e fazia muitas vezes o gentio bravo: e elle João Peixoto Viegas as povoou de Gados, e escravos, criados, e moradores, com armas e Cazas fortes de Sobrado de pedra e Cal, e huma Igreja no que tem feito muitas grandes despezas de Fazenda e dado muito crecimento, as Rendas de Sua Magestade e Segurança aos moradores que lhe são vizinhos, e por quanto, o gado vai em crescimento, e não bastão para apascentalho as ditas suas terras, e nas Cabiceiras dellas para o poente, e Noroeste, que ficam entre os Ryos de Paraguassú, e Jacoipe the suas nascenças, tem noticia haver entre as grandes Serras, e mattos inuteis, que ali se estendem, alguns Campos que podem aproveitar, e povoar os quaes nunca athe estedia penetrou gente branca, nem forão sabidos, e estão divolutas pelas grandes Catingas, e dificuldades de Serras e mattos que os Cercão, e principalmente sugeitas do gentio bravo, que as não deixar entrar, nem descubrir, e elle Suplicante o tem feito nas que comprou, e fará também nestas porque tem Cabedal, e fabrica para o conseguir, inda que com grande trabalho e despeza: no que receberá o bem como desta Republica, conveniência, e utilidade, e as Rendas de Sua Magestade acressentamento. Pede a Vossa Excellencia lhe faça mercê em nome de Sua Magestade dar lhe de Sesmaria, e por devoluta, e nunca povoado toda a terra que assim se achar, e houver porentre os dous Ryos Paraguassú e Jacoippe, ficando os ditos Ryos por limite, e demarcação, o Paraguassú da banda do Sul, e o Jacoipe  pella do Norte, e nascente entrar no mesmo Paraguassú, com todos os Sacos enseadas, voltas, e recantos, águas, mattos, e Salinas, que dentro dos ditos Ryos e acharem-lhe suas nascentes. E receberá mercê. E vista a informação que sobre a dita petição me fez o Provedor da Fazenda Real deste Estado que he a seguinte. As terras que pede o Suplicante são inúteis, e se nellas descobrir alguas, que povoas será muito Serviço de Sua Magestade, e aumento de sua Real Fazenda, e para o fazer tem Cabedal, e posses, e não prejudicando a terceiro, pode Vossa Excelencia sendo Servido conceder-lhe a Sesmaria que pede em nome de Sua Magestade. Bahia dous de Abril de mil Seis Centos Cincoenta e Cinco Matheus Ferreira Vilas Boas, e os Capitullos do regimento sobre as Sesmarias, que nestas hey por expraçados constar do Cabedal do Suplicante digo do impetrante e o particular Serviço que fará a Sua Magestade, e beneficio a esta República em cultivar aquellas terras. Hey por bem e lhe faço mercê em seu Real nome dar de Sesmaria toda a terra que se achar, e houver, por entre os dous Ryos Paraguassú e Jacoippe the suas nascenças, assim e da maneira que pede e confronta na petição asima incerta, com todas as suas agoas, pontas enseadas Campos, madeiras, testadas e Lougradouros as quaes lhe dou livres, izentas e desempedidas, de foro, tributo, ou penção alguma Salvo o Dizimo a Deos, que pagará dos frutos, e criações que nellas houver, e por ellas será obrigado a dar Caminhos Livres ao Conselho, para fontes, pontes, e pedreiras como lauzulla de não prejudicar a terceiro, e portanto a mulher, filhos, e mais herdeiros de Miguel de Figueredo, me reprezentarão por huma petição, firmada por seu procurador bastante Antônio Fernandes Roxo, o Luiz de Figueredo, filho do mesmo Miguel de Figueredo, como tinhão vinte legoas de terra em quadra do pé da Serra de Sacuabina para o Norte, e para o Leste das quaes pertencião a mettade ao Capitão Bernardo Vieyra Ravasso, a qual não estava povoada, nem tinhão tomado posse, assim por sua morte, como pello impedimento do Gentio Barbaro que hora se evitara; e entenderem, que lhe podia prejudicar esta data me pedião mandasse declarar na Carta della, que se concedia ao impetrante não prejudicando as suas vinte Legoas de terra. Hey por bem de declarar, que terá effeito esta prezente Carta, não prejudicando a referida data de Luiz de Figueredo sem embargo de não haver tomado posse della  pelas sobreditas causas Pelo mando aos Officiaes de Justiça os que lhe toca lhe dem a posse real effectiva, e actual, e aos Ministro e Justiças a que o conhecimento desta com direito pertencer, a cumprão e fação cumprir e guardar tão pontual e inteiramento como nella se conthem, em dúvida embargo, nem contradição algua alguma. Para firmeza do que lhe mandei passar aprezente submeu Signal e Sello de minhas armas a qual se registrara nos livros a que tocar. Manoel Velho Seixas a fez nesta Cidade do Salvador Bahia de todos os Santos em osdez do mez de Abril Anno de mil Seis Centos Cincoenta e Cinco Bernardo Vieyra Ravasso, o fiz escrever/ O Conde de Athoguia/ Por despacho de 5 de Abril de 1655. Registese nos livros da Fazenda. Bahia 18 de Abril de 1655 annos Ferreira. E em 19 do dito mez e anno se registrou. Gonçalo Pinto de Freitas. Versão do livro "FONSECA, Ivan Claret Marques de, Introdução á História de Santo Estevão do Jacuípe, Impressona Gráfica do Brasil. Nanuque, Minas Gerais, 1983 ".
Segundo Mons. Renato de Andrade Galvão, "O livro "Santuário Mariano e Historia das Imagens Milagrosas de N. Senhora", de Frei Agostinho de Santa Maria, publicado em Lisboa (1722), traz a lume importantes revelações sobre povoamento da região. Em 1690, a ermida de Santo Estevão Velho com a Fazenda do Padre José de Aragão e Araujo, oito léguas distante da Matriz de N.S. do Rosario  do Porto da Cachoeira, ressaltando a devoçao dos pretos (1707) à imgem de N.Senhora do Rosário. Segundo velha tradição a propriedade teria passado ao patrimônio do celebre Seminário de Belém, com mais de dez léguas para o interior, desde o Paraguassú, com limites entre o Curumatai e Cavaco."  

Foto: Jacuípe (Santo Estêvão Velho)

Por volta de 1690, o Padre Jesuíta português João de Aragão e Araujo, vindo dos Conventos da Cachoeira fixou na margem direita da foz do rio Jacuípe no Paraguaçu e na margem esquerda do médio Paraguaçu, dando início ao povoamento coletivo. Semeando na região conhecida por “terra por entre os dous Ryos Paraguassú e Jacoippe the suas nascençaso grão da fé cristã com a criação da humilde capela de palha com invocação ao Santo Estêvão (atual Jacuipe (Santo Estêvão Velho)), na terra da fazenda de mesma denominação da imagem. 


Igreja de Jacuípe (Santo Estêvão Velho)

Localizada no médio Paraguaçu e ao norte do Recôncavo baiano. Veio para catequizar a população local constituída por escravos, criados, moradores (nativos) e descendentes miscigenados das três etnias: branco, negro e gentio bravo (nativos). Na época a fazenda Santo Estêvão passou a ser patrimônio do celebre Seminário de Belém em Cachoeira, como Sesmaria religiosa. Depois de 49 anos da imagem de Estêvão presente no local foi deslocada em 1739, por não favorecer a arrecadação do dízimo, pelo Padre José da Costa Almeida para o lugar chamado Adro (atual Santo Estêvão novo). Os moradores da 1ª capela buscaram para o local anterior.
Na época os administradores da Igreja Católica na Capitania da Bahia, providenciaram outra imagem como imitação, diferente da primeira e criaram uma 2ª  capela no Adro em 1751. Foi elevada à Freguesia com o nome de Santo Estêvão do Jacuípe (novo) em 1752, pelo 8º Arcebispo da Capitania Baiana, Dom José Botelho de Matos, tomando o nome da 1ª. Embora ainda não se conheça a Lei, data e autor que o Estado reconheceu como unidade administrativa. Toda a região ficou em seu domínio.  Segundo informações depois que a igreja do Adro foi demolida recente por problemas  na estrutura sua imagem sumiu, a atual é outra. Veja trecho da Carta do Primeiro vigário do Adro Pe Antonio Rodrigues Nogueira para esconder a existência  da 1ª capela " Esta Freguesia de S. Estevão do Jacoipe que lhe dá o nome o rio assim chamado é hua antiga Capella que nesta parte houve com a invocação do mesmo Santo, foi creada de novo no anno de 1751 por ordem de sua Magestade pella inacessivel distancia em que ficavão estes moradores das suas antigas Matrizes que erão, a de Nossa senhora do Rozario do porto da Cachoeira e a de S. Jozé das Itapororocas para se lhe acudir com o prompto remedio do saudavel pasto espiritual dos Santos Sacramentos dos quaes sem grande difficuldade não podião ser socorridos assim pella razão da distancia em que ficavão de des legoas de hua a outra Antiga Freguezia, como pellas continuas inundações do rio Jacoipe no tempo das trovoadas que lhes empedia o passo e tomava a passagem por não dar vão em semelhante tempo, nem haver grosso cabedal que recebe, he tão rapido na efervecencia da sua corrente que se fas intrasitavel, porém passada esta a pé enxuto se lhe pizão as suas areas na mayor parte do anno...Em nenhua parte desta Freguezia tem agoas nativas (quero dizer Fontes) e somente na paragem chamada o Salgado tem hum olho de agoa nativa, que hé o lugar donde se tem determinado levantar a Igreja Matris que Sua Magestade foi servido mandar fazer nesta Freguezia e donde não ha Capellas mais do que a de S. Estevão, de que no principio desta relação fis menção a qual deixou de todo arruinar o seo Administrador o Padre Jozé da Costa de Almeida em ódio a creação em dita Freguezia e só porque nella senão administracem os Sacramentos na falta da Igreja Matris e com  effeito assim o conseguio o seo inexoravel animo porque os Sacramentos se administrão em hua Caza de palha donde rezido: nem a Igreja Matriz que Sua Magestade foi servido mandar levantar, se tem levantado athé o prezente e menos a Caza que mandou fazer para a rezidencia do Parocho neste agreste e aspero sertão." Versão do livro "FONSECA, Ivan Claret Marques de, Introdução á História de Santo Estevão do Jacuípe, Impressona Gráfica do Brasil. Nanuque, Minas Gerais, 1983". A fonte anterior desmente as informações do Pe Antonio Rodrigues Nogueira, pois, já existia a capela de Santo Estêvão Velho (Jacuípe) na região.  Por que Jacuípe se esse rio banha o território da capela de Santo Estêvão Velho (Jacuípe) ao leste enquanto a  do Adro fica ao oeste banhada pelo Curumataí? Qual o motivo que a capela do Adro  não teria prosperado como o próprio afirma "hua antiga Capella que nesta parte houve com a invocação do mesmo Santo, foi creada de novo... "? Qual o motivo que levou o vigário do Adro relatar "donde não ha Capellas mais do que a de S. Estevão, de que no principio desta relação fis menção" ? O Salgado que ele se refere, hoje a comunidade do Salgado, entre o distrito do Poço e do Oleiro. Como ele relata, Por que "a qual deixou de todo arruinar o seo Administrador o Padre Jozé da Costa de Almeida em ódio a creação em dita Freguezia"?. A 1ª capela passou a chamar Santo Estêvão Velho, ficando desativada às margens do Jacuípe e do Paraguaçu. Seu nome e o comércio acabaram extraviados pelos administradores da Igreja Católica para o Adro (Santo Estêvão do Jacuípe).
Em 12/08/1823, o vigário do Adro viu-se obrigado a fazer o pedido ao Arcebispo da Província da Bahia para criar a capela colonizada de Nossa Senhora do Resgate visando administrar o território de Santo Estêvão Velho. Como foi relatado pelo vigário do Adro "continuas inundações do rio Jacoipe no tempo das trovoadas que lhes empedia o passo e tomava a passagem por não dar vão em semelhante tempo, nem haver grosso cabedal que recebe, he tão rapido na efervecencia da sua corrente que se fas intrasitavel" já sabiam que a região ficava isolada com as cheias dos rios, Por que criaram a capela Resgate num local de encontro dos rios mais isolado ainda para ser a Sede do território da Capela de Jacuípe (Santo Estêvão Velho)? Foi elevada à categoria de Freguesia através da Resolução Provincial nº 183, de 10/04/1843, decretada pela Assembléia Provincial da Bahia e sancionada pelo Presidente da Província da Bahia Joaquim José Pinheiros de Vasconcelos, com a denominação de Nossa Senhora do Resgate das Umburanas. Sendo instalada pela Resolução do 17º Arcebispo da Província da Bahia Dom Romualdo Antonio de Seixas. Continuou na condição de filial da Freguesia de Santo Estêvão do Jacuípe (Adro) até 1876. Nossa Senhora do Resgate representa os interesses do"inimigo" vizinho dentro do território para dividir seus moradores enquanto o Adro desenvolvia? A partir da Lei Provincial nº 804/1876, a Freguesia de Nossa Senhora do Resgate das Umburanas ficou na posse da cidade Comercial de Feira de Santana (Freguesia de Nossa Senhora Sant’Ana).
Com a Lei Provincial nº 2.460, de 28/07/1884, sancionada pelo Desembargador da Província da Bahia João Rodrigues Chaves, foi anexada a Vila de São Gonçalo dos Campos com sua criação. Em 1920 passou a denominar Umburanas.
Por força do Decreto Estadual nº 11.089, de 30/11/1938, de autoria do Interventor Estadual Landulpho Alves, mudou a denominação do distrito sangonçalense de Umburanas para Uberlândia.
Através do Decreto Lei Estadual nº 141, de 31/12/1943, retificado pelo Decreto estadual nº 12.978, de 01/06/1944, sancionado pelo Interventor Estadual Renato Aleixo passou a chamar Tinguatiba.
Com o Projeto de Lei Estadual nº 1.794/61, do deputado estadual Gastão Pedreira, transformado na Lei Estadual nº 1.682, de 18/04/1962, sancionada pelo governador do Estado da Bahia Juracy Magalhães, elevou o território à categoria de Município com a denominação de Antonio Cardoso. Instalado em 14/04/1963. A emancipação ainda não se completou por o território do município continuar incorporado a partir de 1966, como Comarca Jurídica de seu “inimigo” vizinho: Santo Estêvão novo (ex-do Jacuípe ou Adro) com sua criação, até hoje. Ainda não se conhece a Lei, data precisa e autor de sua criação. O 1º Prefeito foi Antonio Cardoso de Souza (neto), popular Tonhe Cardoso, pelo PSD e o 1º Presidente da Câmara Municipal de Vereadores foi Antonio Carlos de Brito, popular Tonhe Carro.
Os atuais limites territoriais são: ao sul Cabaceiras do Paraguaçu, ao norte Feira de Santana, ao leste São Gonçalo dos Campos e Conceição da Feira, ao oeste Santo Estêvão e Ipecaetá.
Em divisão administrativa o município apresenta 4 distritos: Antonio Cardoso (criado pela Resolução Provincial nº 183, de 10/04/1843 e atual denominação através da Lei Estadual nº 1.682, de 18/04/1962), Poço e Santo Estêvão do Paraguaçu (velho) (ambos reconhecidos pela Lei Municipal nº 030/99, de 03/08/1999 ) e Oleiro ( reconhecido através da Lei Municipal nº /2008, de / / 2008).
Os proprietários de terra dominam o poder local desde 1963, aos dias atuais em alternância entre seus principais partidos PMDB e DEM (ex-PFL). Volta e meia não existe diferença entre eles, estão juntos dividindo os cargos públicos municipais com seus membros e ex-membros agregados em partidos menores da base de apoio. Administram com a política da exclusão socioeconômica para manterem os moradores controlados através das necessidades. Esse instrumento é sua moeda de troca eficiente para vencer as eleições subornando a multidão pobre e ignorante (sem instrução). Muitos deles não moram nem pagam impostos para o município. A economia municipal caracteriza pela monocultura do fumo e agroexportadora de matéria prima como: milho, feijão, fumo, carne bovina, camarão e peixe extraído do rio Paraguaçu e Jacuípe.                                                                   
   

1690 – 2010: 320 Anos de História ao Norte do Recôncavo Baiano

Da antiga capelinha de palha em 1690, à atual igreja de construção de Jacuípe (Santo Estêvão Velho) em 2010, são 320 anos percorridos de história da sua existência no Vale dos rios Jacuípe e do Paraguaçu. Marcou o tempo, às gerações, às décadas e os séculos construindo uma história invejável ao norte do recôncavo baiano.
A atual igreja do distrito de Jacuípe (Santo Estêvão Velho) e a imagem do seu Padroeiro Estêvão resistiram todos os obstáculos e revelaram às gerações atuais sua beleza pela simplicidade e seus traços encantadores tanto arquitetônicos quanto seu percurso pela História. Sendo uma Paróquia primitiva, por ter sido reconhecida ainda na origem. Abandonada no tempo pelas más intenções humana e ignorada no presente por sua matriz matriarcal. Foi encoberta no tempo por falsas pedras. Recuou-se no momento exato frente à arrogância, se posicionou com firmeza nas situações adequadas, esperou sem antecipar o momento.
Chegou sua vez de ser reconhecida por seus méritos, parabéns pelos 3 séculos e 2 décadas de idade. Onde nos proporcionou a independência que ainda não se completou por continuar como Comarca Jurídica do vizinho injustamente. Semeou o sonho nos nossos ancestrais que foi transmitido hereditariamente. Venceu a 1ª fase em 14/04/1963, com seu território sendo elevado à categoria de Município. Inspira o futuro enfrentando os ataques da caverna no presente, na busca da sua própria Comarca jurídica e do progresso econômico e social. Visando garantir a dignidade aos seus filhos sem distinção. Não subjuga seus vizinhos à inferioridade. Ensina os conterrâneos e outros irmãos com suas lições próprias e seus valores nobres que colheu com a exclusão do confinamento histórico submetida há séculos. Superou sabiamente a tomada do seu nome e à margem do rio Jacuípe, propriedades natas sua. Descobriu que por trás do pretexto da seca climática os interesses humano predominaram e continuaram existindo as vidas dos seus filhos, mas não perdeu de vista a vontade de ser feliz. Proprietária do riacho Salgado (hoje a comunidade do Salgado). Passou pelas Leis desconhecidas dos homens que tentaram-lhes negarem sua existência. Mas não conseguiram apagar seus pobres torrões. Buscou de volta o que lhes tentaram tomar sem provocar prejuízo ao patrimônio dos outros.
Presenciou o extermínio de aldeias e vidas dos nativos (índios) e dos negros justificada em nome da sabedoria sagrada. Comprovou que valeu a persistência e o constrangimento que os nossos antepassados sofreram por ela. Os desejos coletivos foram mais forte que a estupidez de alguns.
As gerações de hoje e de amanhã devem profundos agradecimentos aos nossos ancestrais pela gratidão de brigarem por nossa existência e insistirem que era possível construirmos um povo virtuoso. Depositaram nas mãos dos descendentes a tarefa de concretizarem. Como uma semente transportadora do futuro.
Em memória de todos que sofreram e sorriram sua época tenham certeza que não plantaram uma semente em vão. Seu sonho era que o fruto do sofrimento coletivo fosse revertido para a felicidade de todos que ajudaram construir. Sirva de exemplo aos nossos moradores de hoje.
Pela acumulação de forças na História não é exagero afirmar que sua prosperidade depende apenas do bom caráter de cada morador do seu território.
Parabéns às nossas raízes de ontem, obrigado pela oportunidade que nos deram de existirmos hoje, todas as honras ao aniversário da igreja de Jacuípe (Santo Estêvão Velho) pelos seus 320 anos de existência em 2010. As falsas pedras não resistirão mais em esconder. A história já mostrou: se esse torrão não for nosso, não será de ninguém. Que a Paróquia Resgate se reconstitua antes de dissolver espontaneamente pelos ventos do esclarecimento.          

           Igreja da Imagem verdadeira do santo Estêvão  o 1º que os Jesuítas trouxeram da Europa para o Brasil (foi instalada em 1690, às margens dos rios Paraguaçu e Jacuípe, hoje Jacuípe (Santo Estêvão Velho)). Em 2010, está completando 320 anos de existência. Existe uma imitação da imagem de Estêvão na região que é a do padroeiro do município de Santo Estevão-BA.

RELAÇÃO DE PREFEITOS DO MUNICÍPIO DE ANTONIO CARDOSO 1963 A 2009

1 . Antonio Cardoso de Souza (neto) - (Tonhe Cardoso), PSD : 1963 - 1967
2 . Isaac Barbosa Lôbo (MDB) : 1967 -1971 
3 . Roque Cardoso de Souza (MDB): 1971-1973
4 . Antonio Santiago de Souza (ARENA): 1973-1977 
5 . Luiz Cardoso de Oliveira (ARENA) : 1977-1983 
Vice: Nestor Dias Figueiredo 
6 . Antonio Santiago de Souza (PDS): 1983-1988 
Vice: Antonio Carlos Teles de Carvalho (TITA)
7 . Jaime Pinheiro de Medeiros (PMDB):1989-1992 
Vice: Luiz Antonio Cardoso de Souza ( Lula Cardoso) 
8 . Evilásio da Silva Lôbo ( ViVi) , PFL:1993-1996 
Vice: Mauricio Portugal Bahia 
9 . Felicíssimo Paulino dos Santos Filho (PFL): 1997-2000 
Vice: César Pinheiro de Queiroz 
10 . Felicíssimo Paulino dos Santos Filho (PFL): 2001-2004 
Vice: Maria da Conceição Lopes carvalho 
11 . Maria Angélica Lopes de Carvalho (PMDB): 2005-2008 
Vice: Valter Teles Lôbo (Inho)  
12 . . Maria Angélica Lopes de Carvalho (PMDB): 2009 - 
Vice: Marinêde da Cruz Sena Souza (Neide de Marú)

RELAÇÃO DE PRESIDENTES DA CÂMARA DE VEREADORES DE ANTONIO CARDOSO-BA

1- Antonio Carlos de Brito: 14/04/1963 - 15/04/1964
2- Luiz Cardoso de Oliveira: 1964 - 1965
3- Antonio Carlos de Brito: 1965 - 1966
4- José Mendes de Almeida: 1966 - 1967
5- José Pereira do Nascimento: 1967 - 1968
6- Helena Pinheiro de Queróz: 1968 - 1969
7- Helena Pinheiro de Queróz: 1969 - 1970
8- Helena Pinheiro de Queróz: 1970 -1971
9- José Mendes de Almeida: 1971 -1973
10- Edgar Pinheiro de Queróz: 1973 -1975
11- Nestor Dias Figueiredo 1975 -1977
12- José Lopes Dias: 1977 - 1979
13- Isaac Santana Aragão: 1979 - 1981
14- José Lopes Dias: 1981 -1983
15- José Lopes Dias: 1983 - 1985
16- Isaac Santana Aragão: 1985 - 1987
17- José Lopes Dias: 1987 - 1988
18- Eudelia Pinheiro de Oliveira Loureiro: 1989 -1990
19- José Lopes Dias: 1991 - 1992
20- Eudelia Pinheiro de Oliveira Loureiro: 1993 - 1994
21- Antonio Reis Pinheiro de Oliveira: 1995 - 1996
22- Marivaldo Borges de Souza: 1997 - 1998
23- Marivaldo Borges de Souza: 1999 - 2000
24- Derneval Luiz de Bonfim Nascimento: 2001 - 2002
25- Gilvando Carvalho Moreira: 2003 - 2004
26- Segismundo Medeiros dos Santos: 2005 - 2006
27- Segismundo Medeiros dos Santos: 2007 - 2008
28- Jose  Neri de Souza: 2009-

Isolamento Geográfico Ameaça Cidade


Desde o início da ocupação da atual região do Município de Antonio Cardoso pelos portugueses o local da respectiva cidade já sofria as conseqüências do isolamento com as cheias dos rios Jacuípe e Paraguaçu. Antes o que ajudava no deslocamento de um lado para o outro era as técnicas de navegação dos nativos.
A atual localização da cidade de Antonio Cardoso dificulta a integração da economia do município na região. Assim as trocas comerciais ocorrem internamente apenas entre seus moradores com baixo poder aquisitivo. Fragilizando a circulação de dinheiro na economia local e dificultando a geração de emprego. Além de dificultar a arrecadação de impostos agravada com os governantes locais pagando para outras cidades vizinhas. Essa situação piorou depois da construção da barragem de Pedra do Cavalo, hoje hidrelétrica, por inundar a região em torno da cidade ficando intransitável. Nas décadas de 1970 e 1980, ainda existia balsa que deslocava os comerciantes do sertão para o recôncavo, dando acesso de passagem pelas margens dos rios Jacuípe e Paraguaçu. O Ferry boat como era chamado, interligava Antonio Cardoso a Conceição da Feira. Foi instalado pela antiga COELBA (Companhia de Eletricidade da Bahia) sob administração da CHESF (Companhia de Eletricidade do São Francisco). Depois abandonaram e até hoje nenhuma satisfação é dada aos seus moradores. O próprio governo do estado da Bahia que administra a estrada estadual BA da Ilha de Campinhos que dá acesso ao porto do Ferry boat não tem demonstrado interesse em solucionar a situação. Também existia Balsa no Porto da Mandioca na comunidade de Barra do Paraguaçu que interligava o Município ao Jordão (distrito de Cabaceiras do Paraguaçu).
Vale lembrar que a interligação da BR116 com a BR 101 pelo Jacuípe encurtaria o percurso para os que passam na região em direção a BR101 em torno de 40 Km. Isso refletiria em economia com combustíveis, fretes, outros encargos e diminuiria o tráfego da BR116 sentido Feira. Ainda unificaria a região do Paraguaçu favorecendo com o escoamento da Produção local.
A cada dia a cidade de Antonio Cardoso vê seu destino ameaçado pelo isolamento das inundações da Hidrelétrica de Pedra do Cavalo que deixou a economia do município fora da rota comercial na região do Paraguaçu, causando atrofiamento econômico e social. Por outro lado, mesmo que instale balsa para interligar as BRs sua economia não terá grande impulso desenvolvimentista espontâneo por a via não ser permanente e vez em quando, ocorrerão interrupções do serviço. Quebrando o ciclo econômico. E seu pequeno número de habitantes não favorece ao aquecimento do mercado consumidor reiterado com seu baixo poder de compra. Jamais os moradores da região norte do território (Cabeceira) deslocarão das proximidades de Feira de Santana, do Adro (Santo Estêvão novo) e da BR116 para residir na Sede isolada dos principais serviços de saúde, qualificação profissional, jurídico, transporte, etc. Pelo contrário há muito tempo tem migrado para outras cidades por falta de sobrevivência e nas últimas décadas intensificou-se.  
Com ou sem o canal de acesso ao recôncavo pelos rios Paraguaçu e Jacuípe a cidade de Antonio Cardoso vive o drama de sua prosperidade ficar mais distante a cada dia em relação aos vizinhos. Ainda existe a distorção da identidade do território que torna toda fase de desenvolvimento frustrada.  No passado a região foi vítima da estupidez histórica dividindo seus moradores, no presente o abandono e as maquiagens dos governos e da maioria de seus moradores faz repetir os mesmos frutos indesejados. Os benefícios que as margens dos rios Jacuípe, Curumataí e Paraguaçu trazem cobram seu preço pelo isolamento econômico que impõem. Nenhum dos grupos políticos existente no Município hoje tem programa de governo concreto para superar esse gargalo histórico, apenas, envernizam o passado com cara de novo. Camuflando um inimigo perigoso que vez e outra vêm a tona. Os próprios lideres desses grupos políticos locais não moram, não fazem compra e nem pagam impostos dentro da cidade.  Ainda vão para emissoras de rádio dizer " o município de Antonio Cardoso é pequeno e pobre" . Pequena e pobre é a mentalidade dos que sempre governaram o território. Como é esse desenvolvimento que eles continuam criando expectativa nos moradores, onde os mesmos não visam desfrutar dele? A certo modo a história já mostrou que seus moradores necessitam repensar o município com urgência antes que seja tarde. Pois os ventos de bom grado não têm passado por esse território. Várias comunidades só existem para garantir os privilégios pessoais de alguns chefes do lugar como moeda de troca com o prefeito, por as necessidades dos moradores serem ignoradas. Os moradores acabam acolhidos por outras cidades nos períodos extremos por sua terra natal não assistir. A mesquinhez de uma minoria tem um preço e todos os moradores pagam por ele injustamente.

LOCALIZAÇÃO DA SEDE DESAGRADA MAIORIA DOS MORADORES DO MUNICÍPIO

"A cidade tem o poeta, mas o poeta não tem a cidade" Bule-Bule

No início das invasões portuguesas sobre a América o território do
atual Município de Antonio Cardoso fazia parte da Sesmaria de
Cachoeira. Por volta de 1690, foi instalada na região a imagem do
Santo Estevão. Depois foi retirada do local em 1739, com esse fato,
nunca mais a população do lugar teve uma identidade única. Com 153
anos de história do Santo Estevão instalado, foi criada em 1843, a
Freguesia de N. S. do Resgate das Umburanas por um morador de Santo
Estevão Novo para abafar o arraial de Santo Estevão Velho, mas essa
Freguesia acabou ficando abafada pela força da natureza, através da
sua própria localização. Dividindo os habitantes do território entre
os defensores da imagem de Santo Estevão com os favoráveis a imagem de
Nossa Senhora do Resgate. Tanto que o território hoje possui 2
padroeiros; Santo Estevão o mais popular por ser o primeiro, ficar na
região central, além de emprestar seu nome a sua comunidade e Nossa
Senhora do Resgate implantada por força de Lei sem o apoio da maioria
dos habitantes. Ainda localiza isolada no território. A divisão
histórica desviou a sede político administrativa do centro do atual
Município, localizando distante da maioria dos moradores. Dificultando
o crescimento da cidade e o desenvolvimento do Município. Beneficiando
as cidades vizinhas por os habitantes migrarem e transferirem sua
renda.
A sede de qualquer município é o local onde concentra os principais
serviços de saúde, educação, emprego, segurança e os órgãos públicos
indispensáveis para seus moradores. O município de Antonio Cardoso não
oferece esses recursos com qualidade aos seus habitantes, seus órgãos
públicos são falidos e desaparelhados, além disso, o isolamento da
localização do centro político-administrativo do território dificulta
o acesso dos moradores de comunidades distantes a esses serviços como:
Oleiro, Poço, Santo Antonio, Peri, Caboronga, Mocó, Salgado, Tocos,
Jurema, Cabana, Crumataí entre outras. Motivando moradores abandonarem
o município para morar em outro.
A desproporcionalidade da localização da Sede fica clara quando se
compara que um morador do Poço necessita deslocar aproximadamente 18
km para chegar na Sede, enquanto, um de Queimadas ou Ilha está numa
distância de 6 km. Outra desigualdade é em relação ao Oleiro ou
Jurema, Morro do Capim Santa Barbara, Peri que gira próximo de 22 km
da Sede. O curioso que da Ilha ou Queimadas para o Poço fica por volta
de 24km. Deve também ser levado em conta que a Sede disputa a
população do território com as cidades de Santo Estevão e Feira de
Santana. O pior que a Sede fica tão distante e não cria emprego para
recompensar seu abandono geográfico com a Cabeceira.
Esse recuo da Sede vem motivando em toda sua história moradores
abandonarem o Município para morar em cidades vizinhas que oferece
mais conforto. Por perceberem que sua cidade é colonizada internamente
e externo e jamais lhe oferecerá condições de sobrevivências digna.
Sua existência só tem a utilidade de garantir os privilégios da
minoria que se aproveita da fragmentação para governarem. A posição da
cidade dentro do Município só tem o apoio da Igreja Católica
responsável pela dispersão, do Poder, daqueles beneficiados e os
moradores empobrecidos e desinformados da Sede e redondeza. Os
moradores da Sede que vão descobrindo que a cidade é vazia abandonam.
Os conflitos Jurídicos são enviados para solucionar fora. Praticamente
quase nada consegue se resolver dentro. A maioria dos habitantes e os
próprios governantes não moram dentro aparecem de ocasião.
A Sede do município de Antonio Cardoso deve se localizar em uma região
estratégica que satisfaça a maioria dos moradores devido o caso das
cidades vizinhas estarem próximas atraindo a nossa população.
Aproximando o Poder local de todos, freando as influencias vizinha,
infiltrando a cidade no interior do território tirando do isolamento e
destravando os obstáculos da Cabeceira com a região de baixo.
Hoje a maioria da população vive dispersa entre as comunidades rurais
com atividades econômicas precárias e espalhada por outros municípios,
expulsa por se desiludirem com a falta de condições de sobrevivências
e oportunidades em sua terra natal. Alguns já foram embora por
definitivo. Isso acarreta a administração pública do território por
ficar fragilizada, refém da divisão entre os interesses pessoais dos
chefes de cada comunidade, atrofiando a economia urbana e dificultando
a melhoria da qualidade de vida dos moradores mais pobres.
Desde que a cidade existe há 46 anos nenhum habitante da Cabeceira se
deslocou para morar dentro. Percebe-se que não é vantajoso para eles
saírem próximo de Feira de Santana, Santo Estevão e a BR116 para morar
na Sede por mais que gere emprego. O que a Sede oferece aos seus
habitantes as cidades vizinhas deles tem melhor. Logo acaba indo
embora para outros centros com mais oportunidades. Assim a Cabeceira
abandonou a Sede para os moradores da região de baixo, caracterizando
como um ninho do atraso, derrotada por natureza. A perda do nome
histórico do local não comoveu ninguém para entrar com representação
no Ministério Público visando resgatar a identidade do município. Isso
caracteriza o abandono pela Sede e a importância que lhe dão. Não é
mais surpresa que estudantes e moradores vêm abandonando o Município
há muito tempo em busca dos serviços de educação, saúde e emprego e
até por questões de segurança pública causando a perda de habitantes e
arrecadação nas verbas públicas.
Segundo o último censo do IBGE em 2007, o município possuía 12.113
habitantes, apenas 1.236 moravam na Sede, ou seja, 10,2% da população.
Unificar a maioria da população num único centro
político-administrativo urbano tornou-se prioridade para salvar as
conquistas conseguidas, frear as influencias das cidades próximas
sobre a população e criar caminhos para o desenvolvimento econômico e
o progresso social. A atual política de urbanização em prática levará
o município ao colapso diante dos vizinhos e da atual integração
econômica mundial. Nesse processo de globalização as cidades que
atraem investimentos são aquelas que oferecem eficiente sistema de
segurança, transporte, saúde, educação, Comunicação, qualificação da
força de trabalho, planejamento na administração pública, intercâmbio
com os centros econômicos e infra-estrutura (esgoto, abastecimento de
água e energia elétrica, estradas, e outras construções). Esses
requisitos são insatisfatórios em Antonio Cardoso para conquistar a
confiança de pequenos e médios empresários. Dificultando sua
competitividade no cenário estadual e nacional.
Segundo dados da Justiça Eleitoral em 2008, o município tinha 13
colégios eleitorais e 8.859 eleitores. Apenas 3 deles localiza da Sede
para baixo são eles: Queimadas, Sede e Ilha totalizando 2.591 votos,
29,25% do eleitorado. A Sede só possuía 1.995 votos, 22,52% dos
eleitores. Enquanto os 10 colégios eleitorais restantes estão na
Cabeceira são: Poço, Santo Antonio, Santo Estevão Velho, Oleiro,
Tocos, Caboronga, Salgado, Bananeira, Mocó e Travessão juntos tinham
70,75% do eleitorado, correspondendo 6.258 votos. A força política do
município concentra-se na Cabeceira elegendo a maioria dos vereadores
no total 5, a Sede elegeu 1, Queimadas 1 os 2 restantes são sem local
definido. Considerável parcela do eleitorado mora fora do município. A
fragmentação do território em redutos eleitorais para atender os
interesses dos chefes e familiares de cada localidade, enfraquece a
administração Municipal.
Outros dados curiosos são: a maior escola municipal em quantidade de
alunos, o maior colégio eleitoral do município, o distrito com maior
quantidade de escolas municipais estão fora da Sede. Os coordenadores
dos sindicatos e partidos políticos, a maioria dos funcionários
públicos não moram na cidade. Os grandes nomes atuais da política do
município não nasceram e se criaram na Sede. Municípios maiores que o
nosso em população e riquezas só possuem 1 ou 2 Cemitérios visando
unir sua população em volta de um único centro
político-administrativo, enquanto, o município possui 4 em
funcionamento( Sede, Santo Estevão Velho, Poço e Oleiro). Mas o que
forçou o Município pequeno ter tantos Cemitérios? A melhor forma de
unir os vivos é unindo os mortos. A própria localização da Sede desune
os moradores do território ao ponto de provocar isso ou não perderia
seus habitantes. A Cabeceira tem maioria da população a parte de baixo
tem a Sede. Essa herança foi fruto da primeira geração. Enquanto o
destino da maioria continuar refém da minoria da população do
território o atraso permanecerá sobre o município. A cidade por ser
minoria está refém da Cabeceira que é maioria e a Cabeceira está refém
da minoria que é a Sede. Qual a receita para solucionar esse embaraço?
Qual o destino das crianças e jovens nessa terra amarrada se não for
as sacolas nas costas depois de adultos?
Como desenvolver uma cidade assim? Esses entraves impedem o
desenvolvimento da musculatura urbana consecutivamente trava o
comércio, serviços e a confiança de investidores para gerar empregos,
assim, a economia local sem renda acabou engolida por Santo Estevão e
Feira de Santana. A desilusão dos habitantes ao perceberem a
incapacidade do poder público local superar a contradição e oferecer
condições melhores de sobrevivências acabará expulsando mais moradores
para as cidades vizinhas como já é realidade. Quem serão os moradores
do município no futuro os habitantes de Santo Estevão Velho e Sede?
Até quando irão ficarem em uma terra que não acolhe seus filhos? O que
orgulha a população desse território continuar habitando? A falta de
oportunidade em outras cidades por não ter qualificação da força de
trabalho?
O Município não oferece o mínimo de conforto para a absoluta maioria
de seus filhos. A espera pelas lagrimas de sangue dos favores esconde
os desvios das riquezas do município para alimentar os luxos dos
forasteiros. Para seus moradores sobram o sofrimento e a falta de
conhecimento.
A localização estratégica da nova SEDE deverá ficar no centro do
território para promover uma integração social de seus moradores,
livrar nossa população dos aproveitadores e dos laços de dominação de
Santo Estevão e Feira de Santana por aproximar o poder da maioria dos
habitantes, visando criar uma unidade na população. Portanto para
satisfazer a vontade da maioria e corrigir o equívoco das gerações
passadas a localização deverá ser escolhida por todos os moradores
através de Plebiscito Municipal (eleição de consulta da opinião dos
moradores com poder de lei) aprovado pela maioria da Câmara de
Vereadores. A Cabeceira necessita decidir urgentemente o que vai fazer
com o Município: mudar arrumando os pedaços espalhados ou deixar a
corrosão da rachadura histórica passada continuar afogando o
progresso.


O PODER DOS MORADORES

O dono de qualquer território é a maioria dos seus habitantes fixos.
Cada um morador tem objetivos econômicos contrários do outro, mas a
vontade da maioria representa os anseios de todos. A localização da
Sede não tem o apoio da maioria dos moradores, então, é o requisito
principal para ser mudada. Conforme a Lei Orgânica Municipal no "art.
72 - o prefeito Municipal poderá realizar consultas populares para
decidir sobre assuntos de interesses especifico do Município, de
bairro ou de distritos, cujas medidas deverão ser tomadas diretamente
pela administração municipal."
A lei representa a via legal para modificar as coisas de natureza
coletiva. Por ser elaborada pelos representantes escolhidos por todos.
Assim para mudar a cidade de local depende de projeto de lei que
estabeleça Plebiscito Municipal com essa finalidade. Segundo o
Regimento Interno da Câmara em seu "art. 103 - a iniciativa de projeto
de lei na Câmara será: I- de vereador, individual ou coletivamente;
II- de Comissão ou da Mesa; III- do prefeito; IV- dos cidadãos." Como
a mudança da Sede interfere na vida de todos e sabe-se que a matéria é
polêmica, então, nenhum vereador ou prefeito querem comprometer seu
futuro e interesse político para defender tal causa. Preferem deixar o
Município e a maioria da população continuar sendo prejudicada para
tirarem aproveito em benefício pessoal. Mas os moradores podem usar
dos meios constitucionais assegurados na Lei Orgânica Municipal para
unir a maioria baseado no "art. 47 - a iniciativa popular será
exercida pela apresentação à Câmara Municipal, de projeto de Lei
subscrito por no mínimo 5% (cinco por cento) dos eleitores inscritos
no Município, contendo assunto de interesse especifico do município,
cidade ou de bairros". Correspondendo por volta de 500 assinaturas dos
habitantes favoráveis a proposta do projeto popular. A autoria do
projeto de Plebiscito Municipal para mudar a Sede deve partir dos
moradores de qualquer parte do Município desde atendida as exigências
legais e enviar a Câmara para ser aprovado. Quanto maior for o número
de assinaturas dos habitantes mais força o projeto de iniciativa
popular acumula para facilitar sua aprovação pela maioria dos
vereadores. Pois a idéia demonstra apoiada pela maioria da população.
Enquanto no art. 195, do Regimento Interno da Câmara trata do assunto
acrescentando a importância da participação "... do eleitorado do
município em três bairros ou distritos, obedecidas as seguintes
condições: I- a assinatura de cada eleitor deverá ser acompanhada de
seu nome completo e legível, endereço e dados identificadores de seu
título eleitoral; II- as listas de assinaturas serão organizadas por
bairros ou distritos em formulário padronizado pela mesa da Câmara;
IV- O projeto será instruído com documento hábil da Justiça Eleitoral
quanto ao contingente de eleitores alistados no município, distrito ou
bairro, aceitando para esse fim, os dados referentes ao ano anterior,
se não disponíveis outros mais recentes; VI- o projeto de Lei de
iniciativa popular terá a mesma tramitação dos demais, integrando-se
na numeração geral."
Esse direito também é garantido na Lei Orgânica Municipal no art. 47,
parágrafo "§ 1º- a proposta popular deverá ser articulada,
exigindo-se, para o seu recebimento pela Câmara, a identificação dos
assinantes mediante indicação do número de respectivo título
eleitoral, bem como Certidão expedida pelo órgão eleitoral competente,
contendo a informação do número total de eleitores do bairro, da
Cidade ou do Município; § 2º - a tramitação dos projetos de lei de
iniciativa popular obedecerá às normas relativas ao processo
legislativo". A Lei Orgânica Municipal estabelece o seguinte: "art.
73- a consulta popular poderá ser realizada sempre que a maioria
absoluta dos membros da Câmara ou pelo menos 5% (cinco por cento) do
eleitorado inscrito no município, no bairro ou no distrito, com a
identificação eleitoral, apresentarem proposição nesse sentido.Nesse
artigo fica subentendido que somente a união dos moradores exigida já
é o motivo suficiente para provocar a realização de um Plebiscito
Municipal.
Como a própria Lei Orgânica Municipal e o Regimento Interno da Câmara
garantem que a administração pública pode consultar a opinião dos
eleitores para tomar decisão referente a matérias polêmicas, logo,
resta a maioria da população prejudicada com a localização da Sede
manifestarem sua insatisfação por meio de um projeto popular exigindo
Plebiscito Municipal para os moradores do território decidirem a
melhor localização da Cidade favorável ao seu desenvolvimento
econômico e social. O município não é propriedade da minoria dos seus
habitantes e ela não tem alternativa de progresso para melhorar a vida
de todos, nem força para continuar ciumando por algo que não cuida. Os
moradores da Sede ao invés de zelarem da casa têm entregado para
habitantes de outras cidades tomarem conta. A Cabeceira tem a
obrigação de corrigir isso porque a minoria que hoje possui a Sede não
tem dado importância ao destino do Município e das vidas que nele
sobrevivem. Mas no momento a conscientização da maioria para aprovar a
proposta do Plebiscito é mais importante que a conquista do Plebiscito
na Câmara agora. A luta pela aprovação do plebiscito pelos vereadores
ocupa a ordem secundaria. Nessa fase inicial de descoberta do outro
município o processo de conscientização sobre a importância de
libertar a Sede do isolamento e da praga religiosa provocada pela
rachadura da população e do território entre dois santos é o primeiro
passo. O seguinte é extinguir a exploração dos patrões. Destaca como
antecedente a formação de um núcleo com habitantes de todas as
localidades para estudar questões político-administrativas, culturais
e as viabilidades constitucionais. Visando difundir opiniões de
repercussão e esclarecimento popular. O município não vai perder sua
independência, apenas, se busca saídas para os problemas conjunturais
da administração do território.
A infantilidade da população da atual Sede e do distrito de Santo
Estevão Velho não deixa perceberem que estão escravos da armadilha
histórica do inimigo vizinho e tem prejudicado toda a população por
enfraquecer o município. Correndo o risco de qualquer momento tornar
distrito de Santo Estevão, o mesmo que causou essa divisão interna da
população. Mudando a Sede de lugar pior do que está sem gerar nenhuma
oportunidade não fica. Porque a maioria será beneficiada. Essa
situação assassinadora dos sonhos de várias gerações não pode
continuar. O desafio que a nossa história nos oferece convida todos
para uma luta de causa nobre diante do mundo capitalista globalizado
atual que somos vítimas. Sem essa convicção não será concretizado o
referido na Lei Orgânica Municipal "art. 76- o prefeito municipal
proclamará o resultado da consulta popular, que será considerada como
decisão sobre a questão proposta, devendo o governo Municipal, quando
couber, adotar as providências legais para a sua consecução.Essa
tarefa é responsabilidade de todos os segmentos sociais comprometidos
com a vida como agricultores, pescadores, professores, domésticas,
desempregados e principalmente a juventude e os estudantes organizados
em movimentos deverão se unir para plantar essa semente.


  POLÍTICA DO MUNICÍPIO DE ANTONIO CARDOSO

A política representa a forma que um grupo humano se organiza para
resolver seus interesses conflitantes e garantir a sobrevivência da
comunidade. Existe a forma de beneficiamento de todos os indivíduos e
aquela que gera luxos para um grupo minúsculo (aristocracia).
A política do município está estruturada na segunda opção em beneficio
pessoal da aristocracia rural. Essa maneira de governar os impostos
pagos pelos habitantes do município foi herdada dos senhores de
escravos. Conservou-se com os coronéis na historia chegando aos dias
atuais.
Com a emancipação do Território para categoria de Município na década
de 1960, o modelo político de São Gonçalo dos Campos cidade que
desmembrou foi copiado. Assim criaram dois partidos ?opostos?,
defensores da mesma classe: os coronéis. Foram eles; PSD e UDN. Depois
da ditadura militar no Brasil esses grupos ganharam novas
denominações, mas os objetivos eram os mesmos, garantir os interesses
dos coronéis e familiares. Os direitos do restante da população
continuavam esquecidos sendo confundidos por favores. O PSD passou a
chamar MDB e a UDN agora ARENA. Mais tarde a ARENA transformou sua
sigla para PDS, em seguida PFL atual DEM. O MDB virou PMDB. Todas as
mudanças de siglas foram por força nacionais. Em nível local eles se
alternavam no poder sem diferenciar um do outro em suas praticas. Na
verdade eles sempre defenderam os objetivos da mesma classe social: os
exploradores dos empregados. Dentro da Câmara de Vereadores levaram o
tempo se vendendo aos prefeitos para aprovar o que ele quisesse.
Suas realizações foram inexpressivas em quase nada melhorou as
condições de vida dos moradores, melhorava apenas a situação econômica
de algumas famílias privilegiadas com o dinheiro do povo, agiotas que
financiava campanhas e a própria vida daqueles que estava dominando o
poder. Há décadas estão controlando o poder municipal com frutos pecos
das reformas.
No município não existe eleitor cidadão que exige seus direitos,
tornaram mercadorias que se troca por qualquer valor oferecido pelos
coronéis, vendendo seu poder de tomar decisão nos momentos eleitorais.
O pior que os mesmos que votam não sabem a função do prefeito,
vereador e secretários.
A partir do ano de 2004, surgiu no cenário eleitoral local novo
partido organizado e financiado pela parcela abandonada dos
habitantes: o PC do B. Seu ideal é defender os direitos dos explorados
pelos dominantes. Mas seus maiores inimigos a desinformação e a
pobreza da população, que transformam ser humano em mercadoria não
deixaram crescer. Essa situação é provocada pelos governantes
tradicionais para se manterem no poder. Existem outros partidos
menores, mas todos com o objetivo da maioria de seus membros tirarem
aproveito pessoal da situação. Entres os demais partidos destacam-se:
PP, PSDB, PT, PDT, PSB, PR e outros.
As organizações dos movimentos sociais local são ideologicamente e
financeiramente controladas pelos governos, patrões e a Igreja
Católica. Jamais irão conflitar com eles para garantir os direitos dos
desprivilegiados porque perdem as vantagens que recebem. São exemplos:
FDLIS ( Fórum de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável)
completamente vazio, MOJAC ( Movimento de Jovens de Antonio Cardoso)
não é um movimento para reivindicar direitos, mas uma ONG a serviço do
capitalismo para negociarem por empregos públicos, APLB(Associação
dos Professores Licenciados da Bahia) sem atuação classista, STR
(Sindicato dos Trabalhadores Rurais) totalmente paternalista e
Associações Comunitárias sem representação político-social.
Diante dos desafios socioeconômicos que o município apresenta aos seus
habitantes como a pobreza, o péssimo nível do ensino municipal, a
falta de: empregos, cultura, esporte, lazer o primeiro passo é livrar
as instituições dessa rede corrompida e criar outras que represente a
luta por direitos sociais e não usar da situação para se privilegiar
pessoalmente em nome dos direitos sociais da população. Tarefa
delegada a todos. Cabe ainda discutirmos quem é o povo que andam
defendendo por aí: o que come junto com eles ou o que sofre?
Os órgãos fiscalizadores da administração municipal são: Tribunal de
Contas dos Municípios-TCM, Controladoria Geral da União - CGU,
Tribunal de Contas do Estado-TCE, Ministério Público-MP, Tribunal de
Contas da União-TCU, Câmara de Vereadores, Controle Interno, Partidos
Políticos não fisiológicos, Conselhos Municipais, Sociedade Civil
Organizada sem o oportunismo pessoal.


1 comentários:

Antonio disse...

muito bom, bom mesmo!!! que esta sempre atualizando as informações por aqui.. esta publicado na galeria da cultura essas suas atualizações.

Ate mais...

Abraços

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